Ricardo Berzoini
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Ricardo Berzoini (Juiz de Fora, 10 de fevereiro de 1960) é um engenheiro e político brasileiro.
Atualmente preside o Partido dos Trabalhadores.
Funcionário público concursado do Banco do Brasil, iniciou na política no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, do qual foi presidente.
Elegeu-se deputado federal pelo PT duas vezes, em 1998 e 2002.
Foi ministro da Previdência Social no governo Luiz Inácio Lula da Silva.
Na reforma ministerial de 2004, Berzoini deixou o ministério para dar lugar ao PMDB de Amir Lando. Substituiu então Jaques Wagner no Ministério do Trabalho e Emprego.
Em 2005, Lula anunciou a substituição de Berzoini por Luiz Marinho, presidente da CUT. A intenção inicial era de que ele voltasse a assumir o seu mandato de deputado, para defender na Câmara o governo da bateria de acusações que enfrenta. As circunstâncias, porém, o levaram à secretaria-geral do PT, em substituição a Silvio Pereira, que pediu afastamento do cargo após ter seu nome envolvido nas denúncias do escândalo do mensalão. No final de 2005, foi escolhido o candidato oficial do Campo Majoritário à presidencia do partido. Mais bem votado no primeiro turno da eleição interna, derrotou, no segundo turno, o oposicionita Raul Pont. Sua vitória representou a continuidade do Campo Majoritário, grupo que está na presidencia do partido desde sua fundação, e o não rompimento do PT com o governo de Lula.
Em Setembro, Berzoini deixou a campanha de Lula após ser apontado como envolvido na compra de um dossiê falso contra José Serra, candidato eleito ao governo do estado de São Paulo, e Geraldo Alckmin, candidato derrotado à Presidência da República, ambos pertencentes ao Partido da Social Democracia Brasileira. Também foram envolvidos no escândalo Hamilton Lacerda, um assessor do principal adversário de Serra, o senador petista Aloízio Mercadante, além de outras pessoas ligadas ao Partido dos Trabalhadores e a Lula, como o segurança Freud Godoy e o churrasqueiro Jorge Lorenzetti . O escândalo, além da ausência de Lula nos debates, levou a um segundo turno entre o presidente e Alckmin.
Tendo deixado também a presidência do partido, Berzoini foi substituído provisoriamente por Marco Aurélio Garcia. Pouco depois, voltou a presidir o partido, sendo reeleito em 2007.
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